Garantia · 4 de novembro de 2026 · 2 min de leitura

Seguro garantia em licitações: como funciona pela Lei 14.133

O seguro garantia substitui a caução em dinheiro e a fiança bancária em licitações e contratos públicos. Veja os limites da nova lei, as modalidades e o que a seguradora analisa.

Quem participa de licitações conhece a exigência: para disputar ou assinar o contrato, é preciso apresentar uma garantia. Até pouco tempo, muitas empresas resolviam isso imobilizando dinheiro em caução ou pagando caro por fiança bancária. O seguro garantia é a alternativa que preserva o caixa e o limite de crédito da empresa.

O que é o seguro garantia

É um seguro que garante ao contratante, chamado de segurado (o órgão público, por exemplo), que a empresa contratada, chamada de tomador, vai cumprir as obrigações assumidas. Se o tomador descumprir, a seguradora indeniza o segurado, dentro do valor da apólice.

Na nova Lei de Licitações, a Lei 14.133/2021, o contratado pode escolher a forma de garantia entre caução em dinheiro ou títulos da dívida pública, seguro-garantia, fiança bancária e título de capitalização.

Os limites da Lei 14.133

A lei define quanto o edital pode exigir:

  • garantia de proposta: até 1% do valor estimado da contratação, para participar da disputa;
  • garantia contratual: até 5% do valor inicial do contrato, podendo chegar a 10% quando a complexidade técnica e os riscos justificarem;
  • obras e serviços de engenharia de grande vulto: a garantia pode chegar a 30% do valor do contrato.

O percentual exato está sempre no edital. Por isso, o primeiro passo é ler com atenção a cláusula de garantias.

Principais modalidades

  • Licitante: garante que a empresa vencedora vai assinar o contrato nas condições da proposta.
  • Executante (performance): garante a execução do contrato de obra, fornecimento ou serviço.
  • Adiantamento de pagamento: garante os valores pagos antecipadamente pelo contratante.
  • Retenção de pagamentos: substitui a retenção de parte das faturas pelo contratante.

Fora das licitações, o seguro garantia também é usado em contratos privados e em processos judiciais, como a garantia judicial e a substituição do depósito recursal trabalhista.

Por que o seguro garantia costuma valer a pena

  • Caixa livre: a empresa não imobiliza dinheiro durante o contrato.
  • Limite bancário preservado: diferente da fiança, o seguro não consome as linhas de crédito no banco.
  • Custo: o prêmio do seguro costuma ser uma fração do valor garantido, conforme o risco e o prazo.
  • Agilidade: com o cadastro aprovado na seguradora, novas apólices saem rapidamente.

O que a seguradora analisa

Antes de emitir a apólice, a seguradora aprova um limite de crédito para a empresa. Para isso, analisa:

  1. balanços e demonstrações financeiras;
  2. dados cadastrais e histórico da empresa;
  3. experiência em contratos semelhantes;
  4. o edital ou contrato: objeto, valor, prazo e modalidade.

Dica: deixe o cadastro aprovado antes de precisar. Em licitações, o prazo entre a publicação do resultado e a assinatura do contrato pode ser curto.

Como a Bones ajuda

Fazemos o cadastro da sua empresa em mais de uma seguradora, acompanhamos o limite aprovado e emitimos as apólices conforme o edital. Saiba mais na página de Seguro Garantia ou envie os dados do seu próximo edital no formulário abaixo.

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