O plano de saúde costuma ser um dos benefícios mais valorizados pela equipe, e também um dos maiores custos da folha. Todo ano, no aniversário do contrato, chega o reajuste. Entender como ele funciona é o primeiro passo para não aceitar o aumento sem discutir.
Plano individual x plano empresarial
Nos planos individuais e familiares, a ANS define todos os anos um teto de reajuste. Nos planos coletivos empresariais, não existe esse teto: o reajuste é negociado entre a empresa e a operadora.
Isso não significa que vale qualquer coisa. As regras do reajuste estão no contrato, e a operadora precisa informar os critérios e cumprir as normas da ANS.
Os dois tipos de reajuste
- Reajuste anual: aplicado no aniversário do contrato. Em contratos maiores, leva em conta a sinistralidade, que é a relação entre o que a operadora gastou com o grupo e o que recebeu, além da variação dos custos médicos.
- Reajuste por faixa etária: aplicado quando o beneficiário muda de faixa de idade, conforme a tabela prevista no contrato.
Empresas com menos de 30 vidas
Para contratos com menos de 30 beneficiários, as regras da ANS determinam que a operadora agrupe esses contratos e aplique um reajuste único a todo o grupo, o chamado pool de risco. A ideia é diluir o risco: uma internação cara em uma empresa pequena não gera, sozinha, um reajuste altíssimo para ela.
O percentual do pool é calculado pela operadora e divulgado para todos os contratos do agrupamento.
Como se preparar para a negociação
Nos contratos maiores, a negociação faz diferença. Alguns passos ajudam:
- Peça os relatórios de utilização com antecedência: sinistralidade, principais procedimentos e internações.
- Entenda o que puxou o custo: um evento pontual, como uma cirurgia, tem peso diferente de um aumento geral de uso.
- Compare com o mercado: uma cotação com outras operadoras mostra se o reajuste está fora da curva.
- Avalie ajustes no produto: rede, acomodação, coparticipação e abrangência mudam o custo.
- Invista em saúde: programas de prevenção e acompanhamento de crônicos reduzem a sinistralidade ao longo do tempo.
Comece a conversa pelo menos 60 dias antes do aniversário do contrato. Perto da data, sobra pouco espaço para comparar e negociar.
Vale a pena trocar de operadora?
Às vezes, sim. Migrar pode reduzir o custo ou melhorar a rede, mas é preciso olhar carências, cobertura de tratamentos em andamento e a rede de hospitais que a equipe realmente usa. Em planos empresariais com 30 pessoas ou mais, as regras da ANS dispensam a carência para quem entra no prazo de adesão, o que facilita a migração de grupos maiores.
Como a Bones ajuda
Analisamos o seu contrato e a utilização, comparamos o mercado e acompanhamos a negociação do reajuste com você. Saiba mais na página de Seguro Saúde ou envie os dados da sua empresa no formulário abaixo.